Santa Catarina é o
quinto estado que mais movimenta a economia com importação no Brasil – só perde
para Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, de acordo com os
dados mais recentes, de 2011, do Sistema Federação das Indústrias do Estado de
Santa Catarina (Fiesc). Mesmo com as constantes mudanças nas leis e decretos do
comércio exterior do País, principalmente em relação aos benefícios fiscais de
diversos setores, o Estado tem vários motivos para que as empresas optem por sua
área geográfica para importar.
Entre eles estão os cinco portos marítimos
instalados em Santa Catarina: Complexo Portuário de Itajaí, Porto de Imbituba,
Terminais Portuários de Navegantes (Portonave), Porto de São Francisco do Sul e
Porto Itapoá. Além desses, há ainda o Porto de Laguna, que atua na área da
pesca. O marítimo é o meio de transporte mais utilizado no estado para
importação. Conforme informações da Fiesc, em 2011, os portos – menos o de
Itapoá, que ainda não estava em funcionamento – tiveram uma movimentação de mais
de 25 milhões de cargas.
O Porto de Itajaí, considerado o principal do Estado, é
o segundo maior do país em movimentação de contêineres, além de ser o 13º na
América Latina e Caribe. Desde maio, seu funcionamento passou a ser de 24h. O
Programa Porto 24h também se aplica a outras sete importantes e grandes redes
marítimas do Brasil e faz parte do Sistema de Inteligência Logística,
desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP) do Governo Federal. “Santa Catarina
possui uma forte estrutura portuária, que movimenta, significativamente, sua
economia. Para o setor de comércio exterior no estado, o funcionamento de todos
esses portos é fundamental”, ressalta Dario Tomaselli Neto, diretor da Torent do
Brasil, empresa de exportação e importação que atua em território catarinense.
O
transporte rodoviário no Estado – segundo meio mais utilizado para importar –
também contribui para o mercado da importação. Quinze estradas federais cortam
Santa Catarina, sendo que sete são administradas pelo governo estadual. Todos os
municípios possuem rodovias de acesso. A principal e maior do país, BR-101,
atravessa de Norte a Sul, pelo litoral, com uma extensão de 465 quilômetros. De
Florianópolis até o Paraná, toda a 101 é duplicada. Já os trechos da BR que
passam pela cidade de Palhoça e seguem até o Rio Grande do Sul ainda estão em
obras. “Mesmo com uma parte importante da BR-101 que não tem duplicação e outras
rodovias fundamentais que precisam ser melhoradas e duplicadas, Santa Catarina
possui ótimas estradas em relação a muitas regiões do Brasil, o que colabora com
os serviços que necessitam trafegar por essas rodovias”, destaca Tomaselli.
Na
terceira liderança de meio de transporte mais usado no setor de importação está
o aéreo. Santa Catarina tem quatro aeroportos operados pela Infraero: em
Florianópolis, Navegantes, Joinville e Criciúma/Forquilinha. Juntos, em 2011,
tiveram mais de 83 mil movimentações de aeronaves. O aeroporto Hercílio Luz, na
Capital, é o maior e com mais intensa movimentação de passageiros: foram mais de
três milhões de pessoas no ano de 2011. Diversidade industrial De acordo com o
Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa
Catarina é o oitavo Estado que mais contribui com a geração do Produto Interno
Bruto (PIB) do país, com R$ 152,5 bilhões.
A economia industrial catarinense é
concentrada em diversos polos e regiões: no Sul, destaca-se o carvão, vestuário
e descartáveis plásticos; no Oeste, os setores mais fortes são alimentício e
móveis; vestuário, naval e cristal predominam no Vale do Itajaí; metalurgia,
máquinas e equipamentos, material elétrico, autopeças, plástico, confecções e
mobiliário são referências no Norte; na Região Serrana, o madeireiro prevalece;
já na Grande Florianópolis, o setor tecnológico é o que segue em alta.
No
mercado da importação, Santa Catarina ocupa o quinto lugar do ranking nacional,
gerando uma participação de 6,52% em 2011. Em âmbito estadual, Itajaí lidera
entre as principais cidades importadoras, seguida de Joinville e Florianópolis.
China, Chile e Argentina ocupam, respectivamente, o pódio dos países que mais
exportam para o estado. No ano de 2011, conforme dados da Fiesc, as importações
catarinenses movimentaram quase 15 bilhões de dólares FOB (Free On Board – sigla
do setor de comércio exterior).
Os materiais mais importados foram os bens
intermediários (alimentos e bebidas destinados à indústria, insumos industriais,
peças e acessórios de equipamentos de transporte e bens diversos). Ferrovia do
Frango Recentemente, foi anunciada pelo Governo Federal a construção da Ferrovia
da Integração – também conhecida como Ferrovia do Frango –, que terá, a
princípio, um traçado de 862 quilômetros ligando o Oeste ao Litoral catarinense
e está prevista para ser concluída em 2019. A ferrovia será mais um meio de
transporte para acoplar o setor econômico do interior do estado com os portos.
Para Tomaselli, Santa Catarina tem muito a ganhar com essa obra, principalmente
o setor de comércio exterior. “A ferrovia irá desenvolver ainda mais a economia
do estado, além de desafogar o fluxo de carga das rodovias, como a BR 470, que
não é duplicada e é atualmente a principal estrada de ligação entre o Oeste e o
Litoral", afirma. "O meio ambiente também será beneficiado, com a diminuição da
poluição na locomoção dos caminhões. Com a Ferrovia da Integração em
funcionamento, os setores indústrias catarinenses gerarão novas oportunidades e
competitividade”, explica.
Fonte:Noticenter.
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